Domingo, 5 de Julho de 2009

Sobre a mesma coisa de sempre

Não consigo mudar. Como sempre fiz cagada, estraguei tudo mais uma vez.

Sou idiota e burro ao mesmo tempo. Consigo estragar tudo que tento me meter.

Não tenho escrúpulos e acabo magoando muitos dos que se envolvem comigo.

Estou cabisbaixo, enrolando meus cabelos e pensativo. Tento encontrar algo que eu possa fazer, ou talvez um pedido de desculpas mais bem elaborado.

Estou encantando. Gosto da forma como me sinto e isso me deixa estranho, meio nervoso.

Não quero decepcioná-la, muito menos a magoar. Estou por ela e talvez por isso ela domine os meus pensamentos.

Despeço-me em tom melancólico por algo que perdi, da qual considerava de suma importância, mas com a certeza de que algo bom finalmente é visível em mim.


Matheus.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Sobre deixar tudo.


Eu vou embora. Voltarei ao meu lugar, ao meu estado.

Meu coração pulsa sem parar. Cá estou, inerte, porém ansioso.

Dou adeus a meu ultimo suspiro de esperança. Encerro meu mais lindo sonho. Tudo que fora acabado um dia, já não tem mais volta.

Sou o mesmo, aquele que tem de volta seu sorriso irônico e sua frieza tradicional.

Não consigo mais sentir nada de anormal, pareço recriar minha realidade que tanto funcionou.

Sem mais exageros encerro minha angustia, meu amor platônico por alguém que se não esquecida por bem, agora pela distancia será.

Os dedos gelados já percorrem meu cabelo e consigo sentir o vento gelado que me espera. Já anseio novas ambições e sei que tudo voltará a ser como um dia já fora.

Com o sorriso estampado recordo de momentos bons dos quais vivi aqui, de pessoas que certamente não esquecerei.

Mas com os olhos pequenos e com uma cerveja na mão, posso pressentir que tudo mudará e provavelmente serei aquele que os escrúpulos estão em falta e que a grosseria reina.

Meus medos se foram, ficarão por aqui, enquanto eu vou de encontro do que me provoca, do que eu quero e a uma Porto Alegre da qual tanto gosto.


Matheus.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Sobre a última despedida.


Estranha névoa que restringe minha visão. Aperto constante que abafa meus pensamentos.

Sinto-me perdido em meio ao caos, dentro do meu mais sombrio pesadelo e meu mais belo devaneio. Meus sonhos parecem se realizar, porém, algo me faz ficar triste.

Tudo perde o tom. O choro, escondido e sem soluços, já se tornara rotineiro. Meu peito tenta palpitar, sem sucesso, afogado em meio a lamurio e decepções.

Terei de abandonar, esquecer que um dia existira e admitir que isso seja o fim, sem mais delírios derradeiros.

Meu amor, eu te digo mais uma vez que tu serás eterna e única. O brilho em meus olhos é notável e não canso de declamar a ti toda a poesia, todo meu amor incondicional que já fora mais que mencionado.

Minhas mãos sentem falta das tuas, meu pensamento teima em ir de encontro a tua lembrança e eu, tolo como sempre, ainda sonho em te abraçar por mais uma vez.

Queria tanto sentir o teu calor, ver tuas bochechas rosadas e gritar ao vento que te amo.

Pareço um poço de amargura, de ressentimentos envoltos a uma capa que insiste em me cobrir.

Gosto de ser assim, talvez eu seja assim.

Despeço-me em tom melancólico e dizendo que na eternidade ainda vou te encontrar. Talhando árvores com nossas iniciais e fazendo juras de que nosso amor será para sempre.


Matheus.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Sobre a mesma verdade.


Não passo de mais um. Aquele que não é agradável e por vezes está sozinho.

Sou somente mais um a vagar pelas ruas e em companhia de minha inseparável garrafa.

Meu peito, antes inflado, agora me remete ao confuso sentimentalismo. Algo que bate, inconstante e me deixando ansioso. Não sei o que fazer, ou se algo devo fazer.

É verdade, tua face, sempre ela, traz a tona tudo que um dia eu quis eternizar e que hoje luto para esquecer.

Meus dedos tremem, seja de nervosismo, ou do constante vento gelado que colide contra meu corpo inerte.

Meu semblante é o mesmo de sempre e minha cara meio enjoada, insossa já virara rotina.

Acostumei a ver no espelho minha frustração, minha solidão quase corriqueira.

Ainda posso repetir meus votos de fidelidade, ou o brinde a eternidade que um dia fizemos. Meu sentimento fervoroso agora parece se esmaecer em um tom cinza cada vez mais apático.

As lágrimas não correm mais por meu rosto, mas o rancor, este sim domina meu coração. Não há graça, nada com vida ao olhar, dos pequenos olhos, deste que vos escreve.


Matheus.

Sábado, 25 de Abril de 2009

Sobre o incontestável


Acho que estou perdido, quem sabe no tempo, talvez dentro de meu peito. Não consigo lhe tirar de minha cabeça, também não sei se quero.

Meus pensamentos voam ao teu encontro. Minhas lembranças me fazem palpitar, sentir aquela velha e boa sensação que tu tanto me proporcionaste.

Meus olhos estão fechados, não que isso não seja casual, e acabo te vendo entre meus delírios noturnos.

Eu sonho, não nego tal alucinação, em te encontrar e declamar a ti todo meu sublime amor.

Mãos geladas e tremulas. Tento conter meu estranho nervosismo, minha ansiedade que já mudara minha forma de respirar.

Estou ansioso, ainda de olhos fechados e esperando que esse sonho não acabe. Não te esqueci, jamais eis de te esquecer. Teu sorriso marcara minha memória, tal como teu amor marcou meu coração.

Mais uma vez sou este que na madrugada lhe escreve. De longe, do alto de minha prepotência te declamo amor eterno.

Minha paixão, ardente e irrefutável que mesmo distante sobrevive.

Tua rejeição já não é capaz de mudar o que sinto e talvez meu conto de fadas seja para sempre, porém, sem um final feliz.



Matheus.

Sábado, 11 de Abril de 2009

Sobre ficar em branco

Sou teu. Sempre fui só teu. Tu dominas meu coração, comanda meus sentimentos.

Serei este que te declama poesias, que tenta te agradar, mesmo que sem sucesso.

Teu olhar denuncia, estás sem graça, bochechas coradas perante a algum elogio.

Minha avassaladora paixão que consome meu ego e é emanada de meu coração. Minha paixão, eu quero a ver, sentir teu perfume e olhar teus belos olhos. Saber que nada passara de um sonho e que um dia já fui teu escolhido.



Matheus.

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Sobre apenas um sonho.


Eu a vi. Seu rosto sempre belo, seus longos cabelos dourados e seu sorriso gracioso.

Ah o teu cheiro, sempre ele, que me conduz ao imaginável. Tuas palavras, sempre tão doces, parecem sonetos vindos em minha direção.

Não sofro, não pense isso, por favor. Jamais sofri, tu sempre me passou paixão, nada de sofrimento.

Dentro de meu peito algo bate forte ao te ver. Tu talvez não entendas, não pense mal de mim. Eu sou apaixonado e somente uma coisa te peço. Aceite minhas palavras, por mais insossas que possam ser. Só quero teu bem, nada mais que isso.

Meu amor por ti é puro, é ingênuo, algo que me faz suspirar e a ti sussurrar, bem baixinho, no canto da sala, que te amo.

Não imaginas o bem que me faz, a cada conversa, qualquer coisa contigo me faz sentir diferente.

Penso que não fui esquecido, apesar disto já ter ocorrido. Tu estás guardada no meu peito, graciosa, fazendo meu coração ter vida pela primeira vez.

Como em um conto de fadas, sonho em te conquistar, a bela princesa salvar.

Acho que tu, mangol preferida, continua me fazendo amar.


Matheus